Rede? Compartilhamento? Propósito? Disruptivo? #soquenao

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tumblr_n326r7qEzF1s169n4o1_400Faço parte de uma família numerosa que veio do interior de São Paulo, entre 3 irmãos fui a única que nasceu na capital e digo mais, no mesmo dia em que a rua de casa foi asfaltada, no bairro do Sumaré. Hoje em dia falamos de REDE, mas desde pequena me lembro das  reuniões que aconteciam na garagem de casa porque meus pais faziam parte da “comunidade” e como ainda não se tinha um lugar fixo para os encontros, cada semana acontecia na casa de um vizinho, uma espécie de MISSAHOFFICE. Padre Afonso almoçava todas 4ªs feiras em casa (dia de feira) e já aproveitava para atualizar os assuntos e dividir as necessidades, às 3as. e 5as aulas de inglês na casa da dona Noêmia, às 2ªs piano na casa da tia Dinéia e às 4ªs e 6ªs ela mesma nos levava para o ballet.

Formávamos um grupo de faixa etária diversa, mas todas com o mesmo interesse nas atividades culturais e assim COMPARTILHAVAMOS a prática do que cada um sabia fazer de melhor. Da minha infância lembro que pelo menos 4 primas chegaram a morar em casa, vinham do interior e de forma DISRUPTIVA se propunham a viver na cidade grande. Mesmo com todo apoio e carinho que encontravam em casa, aprender na prática a andar pela cidade grande, estudar e trabalhar com pessoas que tinham forma de pensar e viver completamente diferentes das delas, faziam com que o aprendizado fosse mais rápido, não tão confortável, mas eficiente e decisivo para escolherem que estilo de vida pretendiam ter para suas jornadas.

No início da minha adolescência me lembro de uma reunião que minha mãe e minha irmã agendaram comigo uma conversa séria, questionando sobre qual seria o meu PROPÓSITO de vida. Percebo agora que com 13 anos talvez não tivesse entendido o sentido amplo da palavra, mas até hoje ela ressoa nas minhas principais tomadas de decisão, e confesso que não me arrependo de nenhuma das inúmeras mudanças de chave que fiz.

Fala-se tanto do sentido de REDE, COMPARTILHAMENTO, PROPÓSITO, DISRUPTIVO, será que não estamos a criar novos nomes para hábitos antigos? Ou os retomando, agora impulsionados por tecnologias que nunca imaginávamos que iriam existir?  Ou ainda, sentindo a necessidade de se voltar às origens?

 

 

 

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